sexta-feira

Juíza assassinada recebeu ameaças após desmontar esquema de corrupção dentro da Polinter

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Doze presos acusados de cobrar regalias foram transferidos para outras unidades
Documentos obtidos pela Rede Record mostram que a juíza Patrícia Acioli, assassinada com 21 tiros na madrugada do dia 21 de agosto, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, tinha inimigos até mesmo dentro da Polícia Civil. De acordo com os documentos, Patrícia desmontou um esquema de corrupção que funcionava dentro de uma carceragem e por isso estava sendo ameaçada. Uma cópia do documento foi enviada para a Delegacia de Homicídios.
O esquema de privilégios funcionava na Polinter de Neves, em São Gonçalo, município da região metropolitana do Rio de Janeiro. Doze presos acusados de cobrar as regalias foram transferidos para outras unidades, por decisão da juíza Patrícia Acioli. A denúncia teria sido feita por um detento torturado na carceragem e confirmada por outros presos da Polinter, todos ouvidos pela juíza.
De acordo com as denúncias, os presos pagavam R$ 100, por semana, para utilizar o telefone celular. A visita íntima variava entre R$ 30 e R$ 60 e para ter acesso ao ar refrigerado, os presos interessados tinham que pagar R$ 200. Era cobrado ainda um pedágio de 20% sobre os produtos levados pela família dos detentos, mediante apresentação da nota fiscal das mercadorias.
As denúncias também acusam o uso de armas pesadas por presos e porte da chave da carceragem por um detido conhecido como chefe da disciplina.
Insatisfeito com a decisão da juíza em transferir os presos, um policial que era beneficiado pelo esquema, teria dito que Patrícia iria conhecer quem ele era.
Todos os presos ouvidos pela magistrada disseram que dois policiais civis recebiam R$ 4.000 por semana para manter as regalias dentro da Polinter.
Assista ao vídeo:
 



Fonte/R7

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